Diário, 19 de Maio de 1536

Boullan - Tudo sobre Ana Bolena e a Era Tudor

inha querida Elizabeth,
A última vez que te vi tinhas tu, minha doce filha, apenas três anos. Eras bela como uma boneca e tinhas o gênio mais meigo que já vi numa criança. Recordo esse dia, pois o sol da Primavera entrava pela janela dos teus aposentos e o teu vestidinho de cetim vermelho parecia incendiado de tanta luz, quando te aproximaste de mim, de braços estendidos. Talvez não recordes esses primeiros anos, porém Elizabeth, não minto quando te digo que embora o tempo que passámos juntas fosse infelizmente escasso, conhecias-me e amavas-me. Amavas-me de um modo tão possessivo, que esse sentimento me parecia estranho, vindo de uma criança tão pequena. O meu colo servia-te de trono e era eu o teu único súdito. Quando aí, te encontravas exigias toda a minha atenção e não permitias qualquer interferência. Eras tu que me ordenavas que canções cantar, que histórias contar, que…

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