Milan Kundera (A Arte do Romance)

Oceano de Letras

Philip Roth tira sarro de Milan Kundera, em A marca humana (2003), criando uma personagem que é uma típica acadêmica norte-americana, e que, entre leituras sufocantes de Hegel, idolatra o autor de A insustentável leveza do ser (como se esse livro, em seu sucesso de best-seller, transmitisse uma impressão diluída do que é a literatura). Mas Roth, igualmente, presta sua homenagem a Kundera, entrevistando-o em Entre Nós (2008), onde reúne outros escritores que obviamente respeita.

A arte do romance, agora em versão de bolso, talvez sirva para mostrar que Kundera, apesar da dubiedade de Roth, entende, sim, de literatura, abrindo logo com um excelente ensaio sobre o autor do Quixote, intitulado “A herança depreciada de Cervantes”. Só por esse texto, a obra já valeria a pena – na realidade, uma apaixonada defesa do gênero romance, refazendo sua trajetória desde o mestre espanhol até o século XIX, até a produção contemporânea…

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